Paradoxo da Tolerância: como lidar com discursos intolerantes na sociedade contemporânea?

Enviada em 14/06/2025

No contexto atual, observa-se que os discursos extremistas no Brasil, configura-se como um entrave significativo para o desenvolvimento social brasileiro. Esse cenário ocorre, sobretudo, devido à influência da lógica da modernidade líquida, que fragiliza as relações sociais, e à negligência do Estado em promover medidas eficazes. Dessa forma, torna-se imprescindível discutir os principais fatores que perpetuam essa problemática.

Em primeiro plano, é válido destacar que a sociedade contemporânea, pautada pela fluidez das relações e pela efemeridade das conexões, contribui para a manutenção de radicalismos extremados por socialistas e conservadores , ao defenderem os seus pontos de vista,sem admitirem o contraponto. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, a falta de estabilidade nas interações humanas gera inseguranças e dificulta a construção de soluções coletivas. Dessa maneira, percebe-se que a normalização desse cenário compromete a legitimidade das informações propagadas por agentes políticos e favorece a permanência do problema.

Além disso, é notório que a ausência de políticas públicas efetivas agravam essa situação. Isso se deve, em parte, à ineficiência do Estado em garantir os direitos previstos na Constituição de 1988, a qual assegura o bem-estar social como um dos seus fundamentos. À vista disso, o ex apresentador do Flow podcast , “Monark”, em fevereiro de 2022, foi “cancelado” das redes sociais por defender o seu ponto de vista, ainda que degradante, contudo, deveria ser respeitado por todos os internautas.Portanto, é evidente que a omissão governamental, na defesa de Direitos Fundamentais, a exemplo da Liberdade de Expressão, impede avanços na resolução da questão.

Portanto, cabe ao Estado, por meio dos seus órgãos competentes, promover por meio dos Ministérios da Comunicação e Educação, campanhas publicitárias nas mídias digitais e escolas, a fim de mitigar o radicalismo nos discursos de ódio, tanto de conservadores quanto de progressistas,que aprofundam esta grave problemática nacional.Assim, será possível construir um país mais justo, solidário e comprometido com o bem-estar coletivo.