Perigos da obsolescência programada
Enviada em 10/09/2022
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu estado de movimento até que uma força atue sobre ele mudando seu percurso, os perigos da obsolescência programada, persistem na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores da própria comunidade e do Governo acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, é necessário destacar como o consumo desenfreado está intimamente ligado a uma população alienada. Sob esse viés, o conceito de Fetichismo da Mercadoria, segundo Karl Marx, é uma tendência que os indivíduos possuem de adquirir um certo produto não pelo que vale em si, mas pelo status que vem com aquela peça. Nesse contexto, o cidadão age movido por uma pressão do meio, o qual incentiva a aquisição de objetos padronizados e descartáveis.
Ademais, com o desdobramento da manutenção de hábitos equivocados, tem-se um intenso impacto ambiental. De acordo com a animação “A História das Coisas”, de Annie Leonard, a procura exagerada de bens materiais gera efeitos negativos não só para o ser social, mas, também, para o ecossistema. Esse documentário coloca em evidência a degradação da biodiversidade e da saúde da população -especialmente pela extração de recursos finitos e pelo uso de resíduos tóxicos- em busca de uma maior produção de artigos obsoletos. Mostrando, assim, como a falsa ideia de necessidade tem tirado o livre-arbítrio de grande parte da nação.
Fica evidente, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança desse percurso. Nesse aspecto, a Escola, como formadora de opinião, deve educar e formar uma nova mentalidade, por meio de discussões em sala e com a promoção de palestras ministradas por especialistas da área, com o intuito de minimizar essa ideologia consumista e incentivar o senso crítico a respeito de padrões estabelecidos pela sociedade. Além disso, as companhias midiáticas devem, por meio da divulgação de notícias e reportagens, levantar debates sobre uma melhor gestão e preservação das riquezas ambientais. Dessa maneira, a própria população e o Governo atuarão como a força descrita por Newton.