Perigos da obsolescência programada

Enviada em 05/09/2019

Durante a crise de 1929, observou-se que havia muitos produtos industrializados em estoque e que não eram comercializados, diminuindo o lucro das empresas e reduzindo o consumo. Nesse contexto, um grupo de empresas reuniram-se e propuseram diminuir a vida útil dos produtos, fenômeno que ficou conhecido como obsolescência programada. Hodiernamente, a obsolescência programada tornou-se um problema e que tem causado consequências para a sociedade. Dessa forma, cabe analisar fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, cabe destacar que um dos perigos da obsolescência programada é a degradação do meio ambiente. Nesse sentido, se de um lado tem-se uma sociedade altamente consumista, do outro há uma maior exploração dos recursos naturais para satisfazer a demanda de novos produtos. Nesse contexto,na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles afirmava que o consumo seria o reverso pobreza, razão pela qual o homem  deveria cultivar a virtude da maturação, consumindo somente o necessário para uma vida e ação politica. Diante disso, faz se necessário meios para minimizar esse consumo.

Ademais, um outro problema gerado por essa prática é o lixo eletrônico. Segundo uma pesquisa publicada no jornal eletrônico Nexo, cerca de bilhões de toneladas de lixo eletrônico são transportados por ano para países pobres, como a Africa. Muito desses, contém elementos perigosos como chumbo e mercúrio, este ultimo pode se acumular no corpo dos seres vivos, trazendo consequências para a saúde.

Em suma, medidas são necessárias para minimizar os perigos da obsolescência programada. Portanto, cabe ao Governo Federal incentivar palestras em comunidades, mídias e escolas acerca dos perigos dessa problemática, mostrando por meio dessas, a finalidade dessa estratégia e o que sua prática causa direta ou indiretamente no meio ambiente e na vida do ser humano, a fim de frear o consumo exacerbado de produtos e consequente o fim dessa manobra pelas empresas.