Perigos da obsolescência programada

Enviada em 04/09/2019

A partir da mecanização da produção, o estímulo do consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. Assim, de acordo com o filósofo Karl Marx, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria, construído de que a ilusão de que a felicidade seria encontrada a partir da compra de um produto. Dessa maneira, os perigos da obsolescência programada acarretam a perigos ambientais, psicológicos e até mesmo a economia do país.

Neste contexto, desde a Revolução Industrial, o meio ambiente se torna poluído por causa das fábricas e da produção do consumo em massa e do crescimento da globalização, a qual acarreta ao ciclo da economia de materiais - extração, produção, distribuição, consumo e descarte - um sistema contínuo linear em crise em um planeta finito de matérias primas, de modo que a geração de lixo e descarte se acumule e modele um mundo de entulho e com menos lugar para os humanos e os animais residirem, ferindo questões éticas.

Em analogia, o consumismo exagerado fere também questões psicológicas. O indivíduo que tende a ser consumista propende a desenvolver oneomania, doença causada pelo impulso doentio por meio da aquisição de diversos produtos. Em pesquisas feitas pelo site G1, mostra que 76% dos brasileiros não praticam o consumo consciente e, que os hormônios da felicidade como a endorfina, dopamina e oxitocina são ativados ao adquirir bens materiais. Como resultado dessa problemática, divididas são acumuladas em decorrência do consumo exacerbado, ocasionando em uma economia insustentável, para o próprio indivíduo e para o país.

Portanto, fica evidente os perigos da obsolescência programada. Urge que o governo crie campanhas para fixação de um produto por maior tempo e abra espaço na grade curricular nas aulas de Filosofia, fiscalizando e orientando a população por meio de propagandas nas redes digitais, para que haja um equilíbrio do consumo consciente, articulando que a felicidade é encontrada a partir de nós mesmos. Só assim a alusão de Marx poderá ser rompida.