Perigos da obsolescência programada
Enviada em 04/09/2019
Segundo o designer industrial, Brooks Stevens, um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios. Embora o mecanismo de lucro seja de 1950, ela tem sido utilizada pelas empresas até nos dia de hoje. Essa estratégia tem corroborado para o excesso de lixo industrial no planeta, já que tanto a população não sabe o meio correto de descarte, como as empresas insistem utilizar artifícios que façam o consumidor optar pela substituição dos produtos.
Mormente, faltam meios eficientes de ensinar às pessoas o meio correto de despejo do lixo. Para evitar essa falha, o Brasil, por exemplo, criou normas de proteção ambiental referente ao despejo de resíduos sólidos, como a Lei 12.305/2010. No entanto, os terrenos baldios das cidades estão cheios de lixos que não foram colocados em local apropriado. Tal Cenário é fruto da falta de orientações pontuais aos cidadãos, que até desconhecem o fato desses objetos terem mercúrio, chumbo, cádmio e outros elementos tóxicos que afetam o meio ambiente, e trazerem danos à saúde.
Cabe ressaltar, em segundo plano, que em prol dos lucros, as indústrias usam recursos velados para estimular o consumismo, como: a falta de peças para reposição, e na atualização de aplicativos. Essas estratégias atacam tanto a parte física, quanto de software. Sendo assim, por não encontrar meios de consertar o aparelho e pela obsolescência dos sistemas, o consumidor não vê outro meio senão comprar um novo objeto.
Sendo assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, criar iniciativas para reduzir os descartes desse lixo. Leis que exijam das indústrias um tempo mínimo para lançamento de determinada atualização de produto. Posteriormente, usar o recurso das multas aplicadas às empresas que descumpram essas normas para conscientizar os cidadãos sobre a maneira correta de descarte. Pois, se tal medida não for tomada, esse cenário que se apresenta não será uma tragédia para os negócios, mas sim para a população mundial.