Perigos da obsolescência programada
Enviada em 05/09/2019
Segundo o designer industrial, Brooks Stevens, um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios. Essa ideia foi usada para defender a obsolescência programada nos anos 50. Contudo, essa ideia representa uma ameaça ao meio ambiente atualmente. Isso se deve ao fato das pessoas não fazerem o descarte do lixo eletrônico corretamente e das empresas utilizarem artifícios que incentivem a compra de novos produtos.
Em primeira análise, faltam meios eficientes de ensinar às pessoas o modo correto de despejo do lixo. Para evitar essa falha, o Brasil, por exemplo, criou normas de proteção ambiental referente ao despejo de resíduos sólidos, conforme a Lei 12.305/2010. No entanto, os terrenos baldios das cidades estão cheios de lixos. Tal Cenário é reflexo da falta de orientações precisas aos cidadãos que desconhecem o fato desses objetos terem mercúrio, chumbo, cádmio que afetam o meio ambiente e trazem danos à saúde como o câncer de pulmão e de pele.
Cabe ressaltar, em segundo plano, que as indústrias usam recursos velados para estimular o consumismo, como: poucas peças para reposição e atualização de aplicativos. Entretanto, os itens de trocas fabricados chegam a custar 60% do valor do aparelho, tal qual um display da tela de um celular. Além disso, programas que não funcionam em aparelhos antigos devido aos software estão aparacendo com mais frequência. Com tudo isso, o consumidor não vê outro meio senão comprar um novo objeto. Sendo assim, para reduzir o descarte de lixo eletrônico, o Ministério do Meio Ambiente deve criar leis que exijam das indústrias um tempo mínimo para lançamento de determinada atualização de produto. Posteriormente, em caso de inflações, usar o recurso das multas aplicadas às empresas que descumpram essas normas para conscientizar os cidadãos sobre a maneira correta de descarte. Pois, se tal medida não for tomada, esse cenário que se apresenta não será uma tragédia para os negócios, mas sim para a população mundial.