Perigos da obsolescência programada

Enviada em 12/09/2019

Na mitologia grega, ao realizar o desejo do rei Midas, o deus Dionísio o concede poder para transformar tudo que toca em ouro. Não distante do mito, na realidade contemporânea, muito se faz na busca de acumular capital, sendo os recursos naturais constantemente transformados em bens de consumo. Portanto, é necessário discutir formas de combater os perigos gerados devido o uso excessivo de recursos naturais e a degradação do meio ambiente causada pelo acumulo de lixo resultante desse processo.

Primeiramente, é necessário apresentar como o uso de recursos naturais é um reflexo da fetichização do consumo. Segundo o filósofo Guy Debord, as relações humanas estão permeadas não somente pela necessidade de possuir algo, mas também pôr a de parecer ter algo. Na qual o indivíduo não considera a qualidade do produto e sim o status social que este objeto lhe atribui, o fazendo trocar rapidamente algo que ainda têm utilidade. Logo, visualizando que é este o pensamento que contribue para a inutilização de produtos, essa cultura de consumo deve ser repensada para solucionar o problema.          Além disso, é importante atentar-se que o acumulo de lixo gera não somente problemas ambientais, como também intensifica problemas sociais. Segundo o site G1, cerca de 90% do lixo eletrônico do planeta, é encaminhado para aterros a céu aberto em países do continente africano. Não apenas sendo este o problema,pois neste ponto se inicia os problemas sociais, visto que boa parte desses territórios não tem condições econômicas para lidar com a situação. Necessitando que a Organização das Nações Unidas, intervenha nessas relações abusivas por parte de nações industrializadas. Porque segundo Arthur Schopenhauer, é este indivíduo que atribui valor aos objetos, sendo assim pôr a sua própria existência em risco por causa desse consumismo é incoerente.

Logo, devido à obsolescência programada acelerar o ritmo de consumo, é necessário que o Governo tome atitudes para mudar o quadro atual. Portanto, é importante que o Ministério do Meio Ambiente, conjuntamente com a mídia, que é sem dúvida um veículo formador de opinião, alerte a população dos perigos desse consumo, por intermédio de investimento em propagandas televisivas com conteúdo socioeducativo sobre os malefícios do consumo exagerado de produtos com fontes não renováveis. Com a finalidade de concientizar os consumidores, o que consequentemente fará empresas assumirem posturas mais sustentáveis para atender a demanda. Para que esse desejo de transmutar tudo em riqueza permaneça apenas no mito e não na mentalidade do brasileiro.