Perigos da obsolescência programada
Enviada em 18/09/2019
De acordo com o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” de 1999, “o problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo”. Nesse contexto, a obsolescência programada dos produtos atuais, apesar de influenciada e utilizada como ferramenta para alcançar lucro na mão de empresários, é acatada pela sociedade que sofre com os impactos, sendo evidentes problemáticas que necessitam ser superadas.
Em primeiro plano, com a Terceira Revolução Industrial e o desenvolvimento de tecnologias, as indústrias passaram a se atentar mais ao perfil do consumidor, para atender da melhor forma seu público alvo, e gerar lucro. Entretanto, ao contrário do que as pessoas esperam, os produtos passaram a ter menor durabilidade, exigindo uma rápida e inesperada troca pelo modelo mais atual, e colocando-as num ciclo perigoso de consumo.
Outrossim, com o constante lançamento de produtos, as pessoas buscam cada vez mais estarem “atualizadas”, e compram na mesma proporção que descartam incorretamente. Esse consumo desenfreado gera lixo eletrônico, que representa uma grande ameaça ao meio ambiente e à saúde humana. Ademais, tal problemática tende a aumentar, uma vez que segundo Bauman, o consumismo promove felicidade momentânea, mas é insaciável.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) deve promover campanhas educativas nos meios de comunicação de massa para promoção do consumo racional, com o objetivo de conscientizar a sociedade acerca de práticas consumistas e seus impactos. Em adição, as empresas devem utilizar materiais sustentáveis para diminuir o lixo e, consequentemente, o problema da obsolescência programada. Além disso, elas devem fornecer locais apropriados de descarte e coleta do lixo, evitando contaminação. Assim, será possível que se estabeleça harmonia entre homem e natureza.