Perigos da obsolescência programada

Enviada em 29/09/2019

Por meio da Revolução Industrial, século XVIII, foi possível a ampliação da produção das fábricas, o que desencadeou na maior popularização dos produtos. Entretanto, por fatores do consumismo, diversos produtos impulsionados pela globalização, são produzidos e com pouco tempo descartados. Destarte, convém analisar não só a causa, como também consequência e possível medida para solucionar a problemática.

Inicialmente, é notável que o descontrole do consumo pela população contribuem como motivador da obsolescência programada no Brasil. De acordo com Adorno e Horkheimer, sociólogos frankfutianos, o capitalismo por meio da “Indústria Cultural”, estimula o consumismo na sociedade, o que corrobora com o descarte e mais produção de produtos. Dessa forma, é inaceitável que o meio de produção tenha papel nocivo para com a problemática, poluindo e degradando a natureza.

Porquanto, o descarte irregular dos produtos obsoletos causam danos ao meio ambiente inestimável, agravados pelo individualismo da população sobre o planeta. Segundo Zigmunt Bauman, filosofo polonês, o homem contemporâneo está cada vez mais individualista e não se importa com os impactos que suas ações podem provocar na sociedade, na natureza. Lê-se, dessa maneira, como nociva a compreensão de que em um país com uma Constituição Federal tão atualizada o indivíduo não invista esforços para garantir o equilíbrio ambiental.

Fica evidente, portanto, que medidas necessárias devem ser tomadas para mitigar a problemática no país. É preciso, então, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Tecnologia, crie páginas na internet que informem de forma clara e objetiva, por meio de verbas públicas, as consequências do consumismo para o meio ambiente, tendo como objetivo maior compreensão da população sobre as questões ambientais. Assim haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada e em equilíbrio para futuras gerações.