Perigos da obsolescência programada
Enviada em 10/10/2019
Na mitologia grega, o Rei Midas pede ao deus Dionísio um desejo que lhe da o poder de transformar tudo que toca em ouro, porem a literalidade do que foi solicitado, faz com que não sobre mais nada ao seu redor além das riquezas. Não distante do mito, na realidade contemporânea, muito se faz na busca de acumular capital, sendo os recursos naturais constantemente transformados em bens de consumo. para saciar esse desejo de posse que pode levar em pouco tempo ao mesmo fim do conto . Portanto, é necessário combater os perigos gerados devido o uso excessivo de recursos naturais e a degradação do meio ambiente causada pelo acumulo de lixo resultante desse processo.
Primeiramente, é necessário apresentar como o uso de recursos naturais é um reflexo da fetichização do consumo. Segundo o filósofo Guy Debord, as relações humanas estão permeadas não somente pela necessidade de possuir algo, mas também pôr a de parecer ter algo. Na qual o indivíduo não considera a qualidade do produto e sim o status social que este objeto lhe atribui, o que faz as empresas se aproveitarem desse comportamento produzindo produtos com muita tecnologia, porém, com a vida útil extremamente baixa o que caracteriza a obsolescência programada. Logo, visualizando que é este o pensamento que contribui para a inutilização de produtos, essa cultura de consumo deve ser repensada.
Além disso, é importante atentar-se que o acumulo de lixo gera não somente problemas ambientais, como também intensifica problemas sociais. Segundo o site G1, cerca de 90% do lixo eletrônico do planeta, é encaminhado para aterros a céu aberto em países do continente africano. Não apenas sendo este o problema visto que boa parte desses territórios não tem condições econômicas para lidar com a situação. Necessitando que a Organização das Nações Unidas, intervenha nessas relações abusivas por parte de nações industrializadas. Porque segundo Schopenhauer, é este indivíduo que atribui valor aos objetos, assim pôr a sua própria existência em risco por causa desse consumismo é incoerente.
Logo, devido à obsolescência programada acelerar o ritmo de consumo, é necessário que o Governo tome atitudes para mudar o quadro atual. Portanto, é importante que o Ministério do Meio Ambiente, conjuntamente com a mídia, que é sem dúvida um veículo formador de opinião, alerte a população dos perigos desse consumo, por intermédio de investimento em propagandas televisivas com conteúdo socioeducativo sobre os malefícios do consumo exagerado de produtos com fontes não renováveis. Com a finalidade de conscientizar os consumidores, o que consequentemente fará empresas assumirem posturas mais sustentáveis para atender a demanda. Para que assim essa realidade de consumo mude.