Perigos da obsolescência programada

Enviada em 16/10/2019

Com o forte avanço na Primeira Revolução Industrial na Inglaterra no século XVIII, o conceito de consumo se tornou potente com os grandes avanços tecnológicos nas fábricas. Desse modo, hoje se encontra uma sociedade altamente ultrapassada na chamada obsolescência programada - que é quando há uma troca de um produto mesmo em perfeitas condições por um mais avançado. Com efeito imediato, é notório que esse problema denota um país desestruturado e uma sociedade desigual, que acarreta grandes problemas sociais e socioambientais.

Em primeiro lugar, evidencia-se que o pensamento do filósofo alemão Karl Marx sobre essa obsolescência, faz acreditar que o sistema capitalista gera uma alienação de necessidades falsas entre as pessoas. De acordo com uma pesquisa do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor) junto com a Market Analysis, demonstra que 81% dos brasileiros trocam de celular sem antes recorrer à assistência técnica e em menos de 3 anos de uso. Logo se verifica que a obsessão pelo novo se encontra avançado no Brasil, que faz com que o consumo e a desigualdade social caminhem juntos, pois se encontra um país pobre e rico, onde o pobre não tem acesso a altas tecnologias e o mais rico troca de smartphones todo ano, modelo que o capitalismo prega desde o berço da Idade Moderna com a crise do feudalismo e o surgimento de uma nova classe social, a burguesia.

Outro fato negativo desse consumo sem a necessidade real, é onde os lixos eletrônicos são descartados. No filme “Wall-e” da Pixar, representa o planeta Terra inóspito ao encontrar-se completamente entulhado de lixo e o ar atmosférico consumado de gases tóxicos. Diante desse acontecimento, o filme retrata uma realidade vivente no Brasil, onde não se tem um sistema de reciclagem correta dos lixos, o que causa grandes problemas ambientais, como a contaminação do solo e da água por se encontrarem substâncias altamente tóxicas como o chumbo, mercúrio e berílio.

Mediante aos fatos supracitados, medidas são necessárias para reduzir esse problema no Brasil. Para isso, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, criar formas de combater o uso incorreto de lixos eletrônicos, desenvolver formas de reciclagem que ajude o planeta Terra e que não desagrada a água, solo e ar, assim garante uma qualidade de vida melhor aos brasileiros com saúde de qualidade para todos. Além do mais, é necessário que as escolas criam projetos para conscientizar os estudantes, como palestras com o viés de evitar a dependência tecnológica, formando consumidores mais críticos e profissionais.