Perigos da obsolescência programada

Enviada em 17/10/2019

O modelo de produção Toyotista se deu após a crise do Fordismo, na década de 1960. Esse padrão consiste na construção sob demanda, a fim de evitar o acúmulo nos estoques. Contudo, esses produtos vêm acompanhados da obsolescência programada, na qual os objetos possuem um prazo de validade e são trocados frequentemente. Consequência disso, é a maior produção de lixo e uma grande demanda por matéria-prima, o que impacta diretamente o ambiente.

Em primeiro lugar, a obsolescência programada acarreta uma maior produção de resíduos, visto que o consumo é diretamente proporcional  ao descarte. Após a 3ª Revolução Industrial, os objetos apresentaram-se com a validade curta, como os “smartphones” que apresentam problemas em menos de dois anos. Com isso, novos aparelhos são consumidos e os antigos são descartados, muitas vezes, de maneira inadequada. Dessa forma, isso acarreta na poluição dos solos e das águas, o que afeta drasticamente o equilíbrio ambiental.

Somado a isso, a extração de matéria-prima foi intensificada devido à obsolescência programada. De acordo com um relatório publicado pela “Mind your Step”, a produção de um celular consome cerca de 12.760 litros de água e 18 m³ de solo. Sendo assim, os recursos naturais se tornam cada vez mais escassos, o que afeta a vida de toda população mundial, com a falta de recursos hídricos e outros.

Fica claro, portanto, que a obsolescência programada acarreta prejuízos, o que implica medidas urgentes. Logo, faz-se necessário que os municípios instalem postos de coleta desses resíduos, para que eles sejam descartados adequadamente e reciclados no futuro. Ademais, é importante que o Ministério do Meio Ambiente estabeleça regras de consumo dos recursos naturais, a fim de que eles sejam usados sem grandes desperdícios pelas empresas de produção. Espera-se que, assim, a obsolescência programada, adquirida após o Toyotismo, não cause mais prejuízos ambientais.