Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/11/2019
“Vivemos tempos líquidos, nada é para durar”. Diante da citação de Zygmunt Bauman, é lícito postular o contexto da obsolescência programada, onde os produtos são feitos para ter um tempo mínimo de duração, na lógica de comprar outro para continuar a impulsionar o lucro das indústrias. Sob tal ótica, a obsolescência causa grande impacto na sociedade, em primórdio pelo descarte excessivo de lixo na natureza que se tornou um grande perigo.
Em primeiro lugar, a obsolescência programada foi originada no século 20, a partir da empresa produtora de lâmpada. A partir disso, foi adotada por diversas outras, e com o passar dos anos, da mesma forma com que a população aumentou, a produção excessiva também aumentou em grande escala. Em consonância, o lixo na natureza traz muitos malefícios, como a poluição do ar, de rios e das matas. Dessa forma, os materiais produzidos demoram muitos anos para se decompor, e assim impulsionam o grande acúmulo.
Em segundo lugar, a indústria não visa o impacto que causa na natureza, mas sim, somente o lucro. Em vista disso, segundo o site G1, o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, uma vez que , apenas 1% é reciclado. Assim, faz se imprescindível que a obsolescência na qual é adotada pelas empresas, causa um grande perigo pela produção de lixo.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, é necessário que as entidades governamentais elaborem medidas capazes de mitigar a obsolescência. Tal ação é viável por intermédio da legislação sobre as empresas, com o intuito do aumento da duração dos materiais produzidos, e evitar o descarte programado. De forma a eludir a poluição e diminuir riscos futuros causados pelo descarte, como doenças.