Perigos da obsolescência programada

Enviada em 07/01/2020

Com a 3º Revolução Industrial propagou-se por todo o mundo a “Era Digital”, a qual proporcionou o advento das tecnologias mais modernas. Com isso, o consumo de dispositivos eletrônicos aumentou associado à cultura de adquirir o produto mais desenvolvido tecnicamente. Nesse cenário, surgiu-se a concepção de que esses produtos passaram a ser fabricados com obsolescência programada devido à constatação de sua baixa durabilidade. No entanto, esse consumo exacerbado poderá gerar malefícios à saúde mental da população e ao meio ambiente.

A princípio, sabe - se que o sistema capitalista, desde a 1º Revolução Industrial, propiciou a alta demanda dos produtos industrializados porque, constantemente, lança-se no mercado equipamentos mais sofisticados e com mais funções, devido a isso, a troca de celular é feita de forma vertiginosa. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor em 2014, 81% dos brasileiros trocaram de aparelho telefônico com defeitos sem antes recorrer à assistência técnica. Somado a isso, as empresas pioneiras do mercado de smartphones, Samsung e Apple, competem entre si para o lançamento de celulares que ultrapasse o modelo atual da outra empresa. Nessa perspectiva, esse hábito cultural de substituição de tecnologia originará danos ao bem-estar psíquico do indivíduo desmoderado.

Para mais, essa intensa aquisição de bens industrializados acarretará prejuízo ao meio ambiente. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, a Indústria Eletrônica produz em média 41 milhões de resíduos eletrônicos por ano em todo o mundo e apenas 1% desses descartes são realizados em pontos de coleta específica, os outros 99% são acumulados em lixões originando a contaminação do solo e consequentemente dos lençóis freáticos. Dessa forma, a qualidade da água potável decairá futuramente.

Fica evidente, portanto, que o avanço tecnológico e o uso de eletrônicos afetam consideravelmente a sociedade com aumento da ansiedade e ao meio ambiente com o descarte irregular desses dispositivos. Diante disso, faz-se necessário que o Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente regularizem leis que obrigam as empresas a recolher o lixo eletrônico produzido e instale lixeiros em praças públicas exclusivos para esses materiais. Ademais, a mídia - forte formadora de opinião - deverá exibir campanhas midiáticas que sensibilize o corpo social sobre os males desse consumismo e também a respeito do descarte correto dos aparelhos. Isso também pode ser feito por meio de oficinas em locais públicos com a presença de psicólogos, psiquiatras e especialistas nesses distúrbios mentais provocados por essa “Era Digital”.