Perigos da obsolescência programada
Enviada em 12/01/2020
Na atual conjuntura social, denota-se que o consumismo está intrinsecamente ligada aos indivíduos, seja em graus mais elevados, o que pode até caracterizar-se como uma anomalia, ou então de forma irrisória, apenas para garantir sua própria subsistência. Para tanto, o mercado consumerista é um dos mais explorados economicamente, tendo em vista seu alto volume e demanda. Em assim sendo, as grandes corporações acabam tirando proveito desta situação, produzindo seus bens para ter uma vida útil pré-determinada, obrigando os indivíduos a consumirem cada vez mais. Desta forma, temos o que chamamos de obsolescência programada.
Partindo do ponto de vista de um homem médio, e do pressuposto que a grande maioria dos bens móveis já estão predispostos a perecerem em determinado lapso temporal, vislumbra-se como um grande empecilho ao indivíduo, detectar de forma autônoma, algum defeito intrínseco do objeto ou algum padrão técnico que mostre sua vida útil ínfima. E na hipótese de ocorrência de um perecimento breve, na grande maioria dos casos, o consumidor opta por adquirir um novo bem, ao invés de buscar a garantia do produto, em razão da grande burocracia envolvida.
Com esse consumismo exacerbado exercido pelos indivíduos, surgem diversas adversidades no tocante a estas relações de consumo. Ocorre uma reação em cadeia, cujo consumidor, muitas vezes, age impulsivamente adquirindo bens materiais supérfluos, este bem acaba por perecer prematuramente e acaba sendo descartado de forma indevida no meio ambiente.
Neste ínterim, é necessário as empresas terem novas práticas em relação ao atendimento pós-venda, mais especificadamente, à garantia. Desburocratizando o processo de devolução e realização de reparos técnicos. Bem como, o Poder Público agir ativamente na fiscalização das empresas, com a criação de agências reguladoras, para fiscalizar de forma técnica os produtos e aplicar sanções às empresas que agem de má-fé.