Perigos da obsolescência programada
Enviada em 12/01/2020
Após o início da Revolução Industrial que ocorreu na Inglaterra entre 1760 a 1860, também surgiu o Capitalismo Industrial, que transformou o sistema de produção manufatureiro em fabril, onde passou a se produzir em grandes escalas. Todavia, emergiu se no século XX, a necessidade de que os produtos não fossem feitos para durar, assim, criou se a “obsolescência programada” que iria garantir um consumo constante, no entanto, esse processo gera todo ano grandes toneladas de lixos, que acarreta em um grande impacto ambiental.
Em primeira análise, é válido destacar que a manipulação do consumo induz o consumidor a readquirir sempre o que já possuía, isto seria pouco grave se não tivesse consequências muito mais vastas do que simplesmente enriquecer o fabricante. Nesse sentido, um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mostra que o Brasil é o quarto país no mundo que mais produz lixo, são 11.355.220 toneladas e apenas 1,28% de reciclagem, só está atrás dos Estados Unidos, China e Índia.
Em segundo plano, cabe ressaltar o consumo de novas matérias primas, recursos naturais, muitas vezes escassos e outras vezes fortemente poluentes. Dessa maneira, a enormíssima maioria dos produtos obsoletos acaba abandonada na natureza, como os equipamentos eletrônicos, que contém materiais fortemente tóxicos, corrosivos e com períodos de degradação natural gigantescos, o mesmo estudo já citado mostra que o volume de plástico que vaza para os oceanos anualmente é de cerca de 10 milhões de toneladas.
Nota-se portanto, a necessidade de que algo seja feito objetivando a reciclagem desses lixos que sempre são produzidos. Dessa forma, é preciso que o Governo em parceria com as multinacionais, criem maneiras de fabricar novos produtos a partir daqueles que foram descartados, de modo que sejam sempre produzidos de forma reciclável, para que possam ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.