Perigos da obsolescência programada
Enviada em 07/04/2020
O advento da Revolução Industrial incitou as novas percepções capitalistas sobre como expandir o consumismo da sociedade em benefício dos empresários do século XIX e XX. Devido a isso, o mercado atual utiliza da obsolescência programada em seus aparelhos para que sejam funcionais até certo período. Desse modo, os produtos vendidos são moldados para que em um futuro próximo o consumidor tenha que adquirir novos eletrônicos. Logo, suas principais causas são: a busca por maiores lucros das empresas em consequência de consumos desnecessários e a falta da fiscalização governamental e como resultado, a degradação ambiental ocasionada pelo lixo eletrônico.
Primeiramente, é fato que o consumismo dispensável faz com que a sociedade seja prejudicada em prol dos empresários lucrativos. Nesse sentido, o público em geral é colocado na posição de comprar constantemente por tais empresas a fim de adquirir seus novos produtos que também são programados para durar pouco. Segundo o filósofo Zigmunt Bauman, vive-se uma época de ‘’liberdade ilusória’’, visto que, a sociedade é livre para comprar o que quiser, porém ela também é vítima desse padrão empresarial que utiliza ao seu favor o curto tempo de funcionamento dos aparelhos. Dessa forma, os cidadãos são gradativamente explorados economicamente com o propósito de deixar os grandes empresários, cada vez mais ricos.
Por conseguinte, vale ressaltar que as consequências do consumo desnecessário afeta perigosamente o meio ambiente. Hodiernamente, os índices de poluições ocasionados pelo lixo eletrônico são alarmantes. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Poder Público deveria controlar as empresas conforme a lei para que seja feito de forma correta a divulgação dos ciclos de vida dos aparelhos e o manejo correto dos lixos eletrônicos. Contudo, como mencionado anteriormente, as indicações sobre a poluição são preocupantes. Sendo assim, a política não está sendo bem administrada e fiscalizada pelo Estado, então ocorrendo a degradação ambiental em fator da não conscientização em nome do Governo e das próprias empresas responsáveis pelos produtos.
Portanto, é indubitável que essa problemática deve ser mitigada. Em proveito da liberdade consumista individual e da preservação do meio ambiente, urge que o Poder Público aumente, por meio de verbas governamentais, as fiscalizações em cima das empresas para que as leis sejam cumpridas e consequentemente que a obsolescência programada seja de forma mais equilibrada, de tal modo que ela não possa prejudicar a liberdade de cada cidadão e também que a conservação ambiental seja concretizada. Somente assim, os perigos desse problema serão amenizados e o que foi descoberto na Revolução Industrial traga mais vantagens do que malefícios ao século XXI.