Perigos da obsolescência programada

Enviada em 13/04/2020

A obsolência programada é uma estratégia do capitalismo que surgiu num contexto pós crise de 1929, no qual várias empresas sofreram com a redução do consumo e com o aumento dos estoques. A estratégia consiste na diminuição do tempo de vida útil do produto. Tornando-o ultrapassado em um curto período de tempo e obrigando o consumidor a comprar outro. Porém essa tática traz sérias consequências, como o acúmulo de lixo. Que por sua vez agride a saúde da população e do meio ambiente.

A medida que aumentamos o consumo, aumentamos, também, a produção de lixo. Quando falamos de obsolência programada o lixo eletrônico é o que se destaca. Esse tipo de detrito é composto por materiais inorgânicos. E ao ser descartado de forma incorreta, como nos lixões, compromete o solo e a água. Podendo causar doenças aos animais e aos seres humanos. Além disso, o lixo emite gases poluentes como o CO2, que prejudicam o ar e contribuem para o aumento do efeito estufa.

Ao mesmo tempo, aumenta-se a necessidade de obtenção de matérias primas para a fabricação das inúmeras mercadorias. Porém o ser humano não as utiliza de maneira sábia e econômica, está sempre extraindo além do necessário. Dessa forma, os recursos do meio ambiente poderão se esgotar, prejudicando as gerações futuras.

Diante do exposto, chegamos à conclusão de que a obsolência programada afeta demais a natureza. Portanto, o Governo juntamente com o Ministério do Meio Ambiente deve criar leis que exijam o descarte correto dos dejetos e a redução da emissão dos gases poluentes. As empresas podem estabelecer políticas de logística reversa, disponibilizando pontos de coleta para os produtos obsoletos e fazendo sua reciclagem. Ademais, as escolas podem realizar campanhas e palestras para abordar o assunto, formando consumidores conscientes.