Perigos da obsolescência programada

Enviada em 22/04/2020

Cuidado, frágil!

Baixa durabilidade. Descarte. Substituível. Compra. Estes são elementos que definem a obsolescência programada no cenário de multipolaridade em que vive-se. O século XXI, marcado pelo crescimento e avanços tecnológicos, trouxe consigo a diversidade de produtos em todos os quesitos, e a facilidade/agilidade em que estes são substituídos: empresas que criam produtos poucos duráveis para aumentar sua lucratividade, manipulando uma sociedade presa em uma bolha sociocultural com hábitos consumistas.

Primordialmente, é necessário analisar que as raízes de produtos pouco duráveis surgiram no século XX, com o Toyotismo, um modelo de produção que criou mercadorias que estragavam com facilidade, e em um curto período de tempo. Já, no século XXI nada mudou. Como disse o cantor e compositor Rael da Rima “a tendência da indústria é crescer”, e esse crescimento deu-se com a alienação de consumidores. Desse modo, as empresas criam constantemente novos produtos, com funções diferentes das anteriores, induzindo o público alvo a descartar o produto “antigo” pelo lançamento, com novas atribuições.

Ademais, Segundo o filósofo Adam Smith “o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”, concomitantemente, ao criar novos produtos, cria-se uma sociedade cada vez mais consumidora, que possui como objetivo acompanhar as novidades e obter a peça recém lançada, intensificando a falsa necessidade de troca constante. Criando, portanto, um ciclo ininterrupto de descarte e compra.

Portanto, é mister que o Estado tome previdências para solucionar o impasse. Para que as empresas modifiquem suas produções criando produtos mais duráveis, urge a necessidade do Estado autorizar a criação de um Órgão Público Municipal, que irá fiscalizar as mesmas com o intuito de compatibilizar as obsolescências programadas mantendo um padrão consciente. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deverá fornecer palestras de conscientização sobre o consumo exacerbado, nas escolas, para auxiliar a construção de uma sociedade menos consumista. Pois, somente assim, pensamentos toyotistas serão alterados, criando uma população mais cautelosa e consciente.