Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/05/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e politico para desenvolver-se. No entanto, quando se observa os perigos da obsolescência programada no país, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de desrespeito com o consumidor. Um exemplo disso é a questão da baixa durabilidade dos produtos, devido à estratégia utilizada pelas empresas, conhecida por obsolescência programada. Neste sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da critica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de medidas governamentais que punam empresas que utilizarem desse tipo de estratégia, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização publica por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo elabore leis que protejam o consumidor, bem como fiscalizar e aplicar medidas às empresas que não cumprirem as normas estabelecidas, por meio de uma maior autonomia do órgão que defende o consumidor, com o propósito de aumentar a qualidade dos produtos comercializados. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar às pessoas sobre os direitos que os consumidores têm. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de reduzir o descaso das empresas com o consumidor. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.