Perigos da obsolescência programada

Enviada em 13/05/2020

À década de 1920 não se trata apenas da nova forma de produção que visa a maior frequência de vender variados produtos comercializados, mas também dos consumidores que alimentaram uma necessidade quase compulsória de consumir cada vez mais. Ademais, ainda que existam normas com a finalidade de conscientizar os compradores sobre as consequências do consumismo, os perigos da obsolescência programada ainda são visíveis diante de uma sociedade não reflexiva em relação aos seus impactos negativos ao meio ambiente e ao próprio indivíduo.

Nessas circunstâncias, o compositor brasileiro Humberto Gessinger no final da década de 1980 trás uma reflexão em sua musica “3° do plural’’, dizendo: “Satisfação garantida, obsolescência programada, eles ganham a corrida antes mesmo da largada. Eles querem te vender, eles querem te comprar, querem te matar a sede, eles querem te sedar.” Isso se deve, sobre tudo, ao desenvolvimento constante do desejo de obter, a necessidade dos indivíduos em sempre atualizar seus bens materiais e a insatisfação com que já possuem. Sendo assim, a nova lógica econômica persiste em um ciclo vicioso com  base em uma crença da busca pelo prazer por meio do consumo.

Na sequência, outro efeito visível da obsolescência programada é o aumento da geração de lixo eletrônico, extremamente prejudicial ao meio ambiente. Logo, o modo indevido de descarte eletrônico contribui para danosos impactos ambientais sendo que, a composição química desses objetos descartados estão relacionados à contaminação da água, do solo e do ar e  prejudica a fauna causando adoecimento e até mesmo a morte dos animais de determinadas regiões, debilita a flora e danifica a saúde dos seres humanos, os quais podem vir a desenvolver doenças respiratórias, câncer, entre outras.

Portanto, embora a questão aqui discutida seja complexa, é possível atenuar seus impactos negativos. Em primeiro plano, o Ministério do Meio Ambiente deve reunir seus membros e dentro das possibilidades elaborar projetos ambientais visando o maior controle do fluxo de descarte de lixo eletrônico em território nacional, a fim de garantir a saúde do solo, dos animais e da população. Nesse meio tempo, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deve agir de forma eficaz, mobilizando seus integrantes em suas determinadas funções para que possam controlar e monitorar toda e qualquer ação prejudicial à natureza, fiscalizar e punir irregularidades, no intuito de preservar e proteger a fauna e a flora brasileira. Certamente, com esses dois órgãos trabalhando concomitantemente haverá cada vez menos problemas relacionados à obsolescência programada e cada vez mais ambientes saudáveis para população.