Perigos da obsolescência programada
Enviada em 18/05/2020
Desde 1970, convencionalmente, o Toyotismo é o método produtivo ubíquo às organizações capitalistas, cuja principal característica é a pré-determinação ora da obsolescência, ora do mal funcionamento de produtos. Nesse contexto, tal conjuntura oferece, hoje, circunstâncias, embora favoráveis às empresas, tortuosas aos indivíduos e ao planeta. Desse modo, apontam-se o endividamento cidadão e o aumento na produção de lixo como perigos eminentes a essa problemática. Primeiramente, sob o viés capitalista atual, muitos indivíduos, decerto, estão circunscritos ao ímpeto comunista. Sob esse prisma, afirma-se que, independente do cenário, comprar-se-iam novos produtos, indiscriminadamente, após a data limite programada pelos fabricantes. No entanto, tal panorama pode conduzir muitas pessoas a perderem o controle financeiro e, por conseguinte, endividar-se, o que remete à Crise de 2008, na qual, em virtude de empréstimos descontrolados, desencadeou-se o caos na esfera econômica norte-americana.
Outrossim, é notório, não só no cotidiano, mas estatisticamente, que uma das razões fulcrais à exacerbada produção de lixo é a obsolescência programada. Isso porque, ao se induzir ao descarte de artigos comprados, os segregados se tornam resíduo, o que, à proporção de tal prática, sugere impasses ambientais. Evidência disso são os dados do programa ambiental da ONU (Pnuma), os quais estimam um aumento de, em média, 80% da quantidade atual de lixo até 2025.
Portanto, visto a intempestividade dessa mazela, infere-se a imperiosidade em dissolvê-la para atenuar ambas intempéries. Para tanto, compete à ONU - enquanto organização máxima sob as nações -, por meio de uma conferência extraordinária, o dever de impor metas aos países no que concerne às suas empresas, incitando a diminuição dessa prática nefasta. Além disso, a fim de ver um mundo mais habitável e indivíduos economicamente coerentes, deve-se elaborar projetos que visem à diminuição do lixo produzido anualmente, pois, assim, observar-se-ia um contexto dissonante ao atual.