Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/06/2020
A obsolescência programada é o tempo de vida útil de produtos, programado pelas empresas produtoras desses, para que durem menos. Hodiernamente, com o sistema capitalista essa prática acaba ganhando forças como modelo de desenvolvimento de aparelhos eletrônicos, uma vez que os donos de empresas desejam alcançar altos números de vendas. Com isso, é perceptível que corporações econômicas produzem em nível elevado e, consequentemente, descartam um fluxo enorme de lixo eletrônico.
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente o método utilizado nesse sistema. O consumidor do século XXI, compra um objeto e quando tal apresenta falhas ou deixa de funcionar, o proprietário realiza a compra de um novo produto. Além de que, as multinacionais sempre lançam inovadoras mercadorias com novas tecnologias para também incentivar a população a possui-las. Desse modo, cria-se um ciclo vicioso, no qual as empresas produzem milhares de peças e exercem poder coercitivo com apoio da mídias para fazer com que os indivíduos possam adquirir novo elemento.
Em segundo lugar, todo o conjunto anteriormente citado leva ao aumento de lixo eletrônico. De acordo com pesquisas da ONU, o Brasil é o sétimo país com maior taxa de fabricação de rejeitos elétricos no mundo, gerando quase duas mil toneladas anuais. Quando não se tem método correto para tratamento desse lixo produzido acaba contaminando o solo com metais pesados, como o mercúrio, afetando a qualidade da água e do solo que absorve tais metais. Logo, isso acarreta problemas no meio ambiente sendo um perigo para a saúde da população local, precisando, então, de tecnologias apropiadas para reutilização e reparação desses instrumentos.
Portanto, medidas devem ser tomadas com o intuito de minimizar a problemática que decorre da produção desacerbada de itens com tempo de vida programada. O Governo, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Economia, em parceria com empresas privadas, devem destinar fundos para investimentos em pesquisas para descobrimento de modos de reaproveitamento e de tratamentos de produtos eletrônicos. Outra alternativa é a criação de lei, válida em todo país, na qual restrinja uma duração mínima para cada produto feito. Isso tudo sendo realizado com a finalidade de diminuir rejeitos no meio ambiente, evitando então a contaminação dos rios e da terra proporcionando uma maior durabilidade de objetos.