Perigos da obsolescência programada
Enviada em 06/07/2020
Debate-se com frequência acerca dos perigos da obsolescência programada, haja vista que ela resulta em um aumento na quantidade de lixo eletrônico, que muitas vezes é descartado incorretamente, impactando negativamente no equilíbrio ecológico do planeta. Ademais, a adesão modo de produção capitalista por grande parte da população estimula uma mentalidade consumista. Por isso, é imprescindível que o poder público e as instituições de ensino tomem medidas para mitigar essa problemática.
Á medida que o capitalismo avançou, a maneira de se relacionar dos consumidores também foi alterada. Uma vez que, visando o lucro esse sistema reduz a vida útil dos produtos para que as pessoas precisem trocá-los com mais frequência. Portanto, se estabeleceu na sociedade uma mentalidade consumista, um problema que segundo o sociólogo Karl Marx, é influenciado pelo modo de produção e pela alienação da população para que essa aja de acordo com os interesses desse sistema mercantilista.
Conforme a sociedade consome e descarta produtos de maneira indiscriminada, é produzido uma quantidade colossal de lixo eletrônico. Em 2014 a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou que o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Esse fator, é retratado no documentário espanhol “comprar, jogar fora, comprar: a história secreta da obsolescência programada” e afeta a sustentabilidade do planeta, visto que esses resíduos são descartados de forma incorreta.
Assim sendo, é fundamental que o Ministério do meio ambiente e as instituições de ensino desenvolvam projetos para que ocorra o descarte adequado do lixo eletrônico e a desconstrução da mentalidade consumista da população. Por meio de uma logística reversa desses resíduos, incentivando a população e os fabricantes, com propagandas midiáticas, formulação de leis e palestras de conscientização ambiental nas escolas. Com o propósito de realizar o descarte adequado desses elementos e de estimular um consumo sustentável.