Perigos da obsolescência programada

Enviada em 26/06/2020

O sistema capitalista, nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e o lucro maior a partir das Revoluções Industriais. Em consonância, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia mais as funcionalidades de seus produtos, além de programarem sua obsolescência, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir novos rapidamente. Esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários, porém agride a saúde da população e a do meio ambiente, que não tolera tamanho nível de agressão.

Além disso, com a Grande Depressão de 1929, observou-se que produtos duráveis desfavoreciam a economia, pois reduziam o consumo, criou-se uma frase do mundo dos negócios em que  “um produto que se desgasta é uma tragédia para os negócios”. Ou seja, os produtos naquele tempo, eram criados para serem utilizados para consumo imediato, e descartado em pouco tempo, favorecendo a lógica capitalista e obsoleta. Em consonância, com o pensamento do sociólogo Karl Marx, no qual ressalta que “a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.

Outrossim, é que essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico, o que impacta fortemente danos ambientais e problemas à saúde pelo descarte incorreto desse lixo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, o Brasil é o país emergente que produz  maior volume de lixo eletrônico. A obsolescência programada é proporcional ao descarte de lixo uma vez que afeta o meio ambiente pela decomposição de sua química.

Portanto, cabe à União, Estados e os Municípios estarem trabalhando e desenvolvendo projetos e estudos, para que possam realizar a coleta e o destino final de tais lixos, palestras de conscientização por meio das escolas, feito isso haverá uma população conscientizada e instruída.