Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/07/2020
A obsolescência programada tem seu início vinculado a grande depressão de 1929, onde grandes empresários começaram a reduzir o tempo de validade de seus produtos, com a intenção de que a população consumisse mais em menos tempo. Do ponto de vista econômico, esse fenômeno tem grande importância, uma vez que movimenta dinheiro e gera empregos. No entanto, gera impactos negativos sobre a sociedade, tal como o estímulo ao consumismo e degradação ambiental.
Em primeiro plano, é preciso ressaltar que o capitalismo vigente no mundo visa lucrar tornando mercadorias como eletrodomésticos, produtos de informática e até mesmo roupas velozmente substituíveis. Promovendo constantemente a insatisfação do consumidor, necessitando assim, a troca de seus bens antes mesmo do fim de sua vida útil. Fazendo jus a frase dita pelo sociólogo Zygmunt Bauman, “o problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo” dado que, a satisfação do prazer pelo consumo é o que corrobora para a manutenção da obsolescência programada.
Em consequência disso, o lixo gerado desse consumismo desenfreado é passível de discussão. Segundo o relatório Global E-Waste Monitor 2017, o Brasil é o segundo maior produtor de lixo da América. É notório que o descarte de lixo eletrônico não deve ser feito em lixo comum, sequer no meio ambiente, por possuir substâncias químicas que podem causar poluição dos aquíferos e do solo.
Logo, é imprescindível que através de verbas governamentais o Ministério da Educação (MEC), implemente palestras de consciência ambiental em escolas e universidades, com a intenção de incentivar a redução de lixo eletrônico. Bem como as ONGs juntamente com o governo, cobrar das empresas centros de coleta para descarte adequado de seus produtos, oferecendo vantagens e descontos para clientes que o fizerem, cobrando também produtos de origem verde, evitando assim a degradação ambiental e tornando o consumo mais consciente.