Perigos da obsolescência programada
Enviada em 24/07/2020
Com a Crise de 1929 percebeu-se que os produtos duráveis desfavoreciam a economia, pois geravam menos aquisições e, consequentemente, menos lucros. Iniciou-se, então, a prática da obsolescência programada. Com isso, os produtos são fabricados para se tornarem inutilizáveis ou obsoletos de maneira mais rápida; gerando um grande desequilíbrio socioambiental.
Inicialmente, deve-se salientar que a sociedade de consumo sobrevive pelas vendas e lucros. Por isso, a tendência é que, cada vez mais, os produtos durem menos; devido ao mau funcionamento ou porque há outro mais moderno e funcional. A exemplo dos eletroeletrônicos, que com pouquíssimo tempo de uso tornam-se obsoletos. Logo, corroborando com Bauman: “Vivemos tempos líquidos, nada é para durar”.
Em consequência disso, vê-se que, além dos maiores gastos financeiros para os consumidores, o que mais preocupa é a questão socioambiental. Pois nem sempre esses produtos “descartados” têm destinação correta; acarretando o desperdício de materiais ainda úteis e a poluição. Ou seja, a obsolescência programada de modo desenfreado é uma prática muito insustentável para o planeta.
Considerando o exposto e a fim de diminuir os perigos da obsolescência planejada, cabe aos governos estaduais e municipais garantirem a destinação correta dos “descartados”; por meio de projetos de reutilização e reciclagem, bem como campanhas de divulgação e pontos de coleta. Ademais, é essencial que as empresas fabricantes, sob fiscalização do Inmetro, insiram nos produtos uma etiqueta com indicação da durabilidade; a fim de que os consumidores tenham consciência dessa informação e maior liberdade de escolha na hora da compra.