Perigos da obsolescência programada
Enviada em 27/07/2020
Limitação da vida útil no Meio Ambiente e Industrial
Na época da Revolução Industrial, um dos principais modelos produtivos era o Fordismo. Contudo, tal conceito visava desenvolver em massa e bens duráveis, o que provocou uma crise no sistema, devido à falta de consumidores. Logo, urge analisar como os fatores governamentais e educacionais afetam na obsolência programada. Em primeiro plano, cabe destacar o meio institucional como determinante no entrave. Nesse sentido, é possível ressaltar um caso ocorrido nos Estados Unidos, em que dois usuários processaram a empresa Apple por diminuir o rendimento de celulares da marca. Dado isso, o interesse governamental ocorre em detrimento dos impostos gerados na compra de mercadoria, tal realidade permanece intrínseca no Brasil.
Ademais,é válido atentar para o âmbito pedagógico como fundamental nesse cenário flagelador.Dentro disso,o filósofo Immanuel Kant afirmou que o homem é aquilo que a educação faz dele.Paralelamente, a ausência de conhecimento da sociedade sobre os males da produção industrial causa o prolongamento da quebra de equipamentos programada e também a redução gradativa afeta o meio ambiente, gerando à população o costume de generalizar o tratamento efêmero dado aos produtos.O sociólogo Zygmunt Bauman,em seu livro, “Modernidade Líquida”, alerta para a “coisificação” das relações humanas, pois, se antes a busca era pela manutenção das conexões antigas para torná-las prósperas de duradouras, hoje livra-se daquilo que desagrada nos primeiros obstáculos.
Portanto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que possibilite a fiscalização das empresas do país, para que os consumidores não sejam prejudicados. Além disso, promover nas escolas e universidades ensino sobre fabricação e vendas de produtos, evidenciando como os estudantes podem lidar com o revés. Em questão a natureza,cabe ao Governo Federal em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes no ar e na água, e, para fiscalizar a efetividade dela, formar equipes de engenheiros que produzam aparelhos para medir esses índices, químicos industriais para fazer a avaliação correta e, ainda, para reduzir os gastos, tornar essa participação parte do estágio dessas áreas.