Perigos da obsolescência programada

Enviada em 27/07/2020

Quase todo o lixo eletrônico do Brasil é descartado de maneira errada. De acordo com o relatório da ONU, o lixo eletrônico apresenta um crescente risco ao meio ambiente e a saúde humana. De maneira proposital, as empresas desenvolvem em grande escala produtos com baixa durabilidade para que a compra deles seja feita em um curto período a fim de proporcionar mais lucro. Dessa forma, a obsolescência programada causa impactos negativos diretos ao meio ambiente.

Primeiramente, a maior parte desses lixos eletrônicos são descartados de maneira inapropriada. Isso se dá por conta do descarte inadequado de peças contendo metais pesados - como baterias que contém chumbo, mercúrio, cádmio entre outros - em sua composição. Esses metais pesados são nocivos aos seres, podendo contaminar solos e águas além de adoecer plantas, animais inclusive seres humanos. Cerca de 40% das pilhas produzidas está sendo descartada de maneira incorreta e contem um nível maior de metais em composição de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente (SMA).

Ademais, com a vida útil desses aparelhos sendo reduzida cada vez mais, o consumo exagerado de produtos é estimulada. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Akatu, 76% de 1.090 entrevistados - homens e mulheres como mais de 16 anos - não praticam o consumo consciente, ou seja, compram de maneira descontrolada.

Portanto, é dever do Estado junto a empresas de eletrônicos, informar a população da vida útil dos equipamentos, além de criarem maneiras sustentáveis que não prejudique tanto o meio ambiente. Criando campanhas de sustentabilidade as quais irão proporcionar uma melhora ambiental. Some-se a isso a campanhas que informe a sociedade que o consumo exagerado é prejudicial tanto pra questão econômica do indivíduo quanto pro psicológico que terá uma redução no lixo eletrônico descartado de maneira inapropriada.