Perigos da obsolescência programada

Enviada em 27/07/2020

A Terceira Revolução Industrial - também chamada de Revolução Técnico-Científica Internacional- iniciou-se no final da década de 60 e correspondeu ao processo de inovações na área da informática e suas aplicações nos meios de produção e consumo, desde então, as indústrias desenvolvem e fabricam produtos com o propósito de que se tornem ultrapassados ou não-funcional, em pouco tempo, para incentivar a compra de novos modelos de mercadoria. Dessa maneira a obsolescência programada prejudica o meio ambiente, bem como o planejamento econômico das pessoas.

O consumo exagerado de aparelhos eletrônicos e o descarte indevidos desses equipamentos favorece, principalmente, a contaminação do solo (podendo torna-lo infértil), da água e do ar devido a sua composição por metais pesados - chumbo, cádmio, cobre e níquel- e sustâncias tóxicas que atingem negativamente plantas, animais e nós, humanos. Além disso, a obsolescência programada influência no consumismo, onde a sociedade quer sempre está  “dentro da moda” e o consumo é visto como um prazer de ter certo produto.

Dessa forma, a indústria da tecnologia produz, sozinha, 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, de acordo com a Pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Aproximadamente 50 milhões de toneladas são descartadas em todo mundo, e cerca de 1,4 milhões dessa quantidade vêm do Brasil, que, atualmente, recicla apenas 2% do total produzido no país.     Portanto, cabe ao Governo aplicar medidas cujo o objetivo seja regulamentar o processo de produção de dispositivos a fim de que se acentue o prazo de validade dos eletrônicos, os consumidores devem praticar a reciclagem, descartando de forma correta os produtos e suas respectivas embalagens a fim de diminuir os efeitos negativos no meio ambiente.