Perigos da obsolescência programada

Enviada em 27/07/2020

O filme Wall-e retrata a vida de um robô cujo trabalho na Terra, no ano de 2700, era separar e recolher o lixo do planeta que depois de tantos anos de consumo exacerbado e descarte inconsequente estava inabitável. Analogamente ao retratado na ficção, o acúmulo de lixo na absolescência  programada. Assim, seja pelo consumismo, seja pelo descarte incorreto do lixo, esse problema precisa ser combatido.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a absolescência influencia a compra de produtos mais modernos. Atualmente, as mercadorias são feitas para serem substituídas por outras, devido aos programas novos não serem compatíveis com os aparelhos mais antigos. Esse ponto de vista é comprovado por Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a cerca da liquidez remete à fluidez, ausência de forma definida, velocidade, mobilidade e inconsistência, perda de produtos que eram transmitidos de gerações devido á qualidade dos fabricantes.

Em segundo lugar, os lixos eletrônicos não são descartados corretamente. Pelo fato do preço elevado nas peças de substituição, se torna mais fácil a compra de um produto novo. Ademais, faltas espaços adequados para o descarte adequado, assim, jogados em lixos comuns poluindo o meio ambiente. Em alguns lugares lojas de eletrônicos, há a revenda de itens utilizados, por um preço acessível, porém essa  prática não é  comum em todos os lugares.

Portanto, a absolescência programada não deve ser negligenciada. Cabe ao poder público promover mudanças junto com os fabricantes de dispositivos para recolherem adequadamente os produtos que  forem descartados e oferecer local adequado para os mesmo. O governo deve reduzir impostos de empresas que adotem tais medidas com o objetivo de estimular tal prática e aplicar multas para quem desrespeitar as normas a serem seguidas. Assim, pode-se diminuir os perigos deste problema.