Perigos da obsolescência programada

Enviada em 27/07/2020

Com o atual sistema capitalista e o incentivo ao consumismo desenfreado, a obsolescência programada tem se tornado uma pratica frequente e abusiva, que favorece a população empreendedora e prejudica a população consumidora. Desde 1920, quando surgiu o conceito de obsolescência programada, a criação de produtos com estilos pré-determinados pelos fabricantes gerou um ciclo de consumismo absurdo e de degradação da natureza.

Em primeiro lugar, para que o capitalismo funcione é preciso da circulação de capital. Uma das formas para que isso ocorra é a venda e compra de produtos, porem para que as pessoas estejam sempre comprando e necessário que tenha modificações de design ou produtividade. Essas modificações atraem a atenção dos consumidores que através de meios de comunicação e da moda sentem a necessidade de trocar produtos antigos, a cada mês, ano ou próxima de temporada da moda.

Ademais, todo material descartado gera uma grande quantidade de lixo, principalmente eletrônico, que além de prejudicar a saúde de pessoas, uma vez que há metais pesados e tóxicos, prejudica o meio ambiente. De acordo com uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a indústria da tecnologia produz, sozinha, 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, tudo isso para ser descartado em algum lugar do planeta.

Contudo, para que haja uma melhor regulamentação do tempo útil dos produtos e a conscientização dos consumidores, cabe ao Poder Legislativo, junto com o Judiciário regulamentar a produção de determinados produtos, bem como a disponibilidade de informações da procedência do produto ao consumidor, criar leis que regulamentam o prazo de vida útil desses produtos e obrigue os fabricantes a colocarem informações como de onde o produto vem e quais países foram nessecários para a fabricação. A fim de aumentar o prazo de duração dos produtos, evitando trocas frequentes, e conscientizar o consumido do processo de fabricação e descarte do produto.