Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

Obsolescência programada é um mecanismo do produtor capaz de comercializar     propositalmente um produto para consumo de forma que se torne obsoleto especificamente para compulsar o consumidor a comprar a nova geração do produto. Entretanto, esse mecanismo acabou por criar diversos problemas na sociedade, dentre eles problemas de ordens ambientais e psicológicas.

O principal problema psicológico seria a influência ao consumismo, consumir mais sem qualquer necessidade, podendo interferir na vida social do consumidor a prática de consumir com influências de propagandas. Os problemas de ordem ambiental são causados pelo péssimo descarte de materiais obsoletos de produtores de equipamentos eletrônicos, ocasionando diversos problemas, entre eles, a contaminação do solo, da água e do ar. Estimativas da ONU acreditam que, até o final de 2017, 50 milhões de toneladas de eletrônicos serão descartadas em todo o mundo, grande parte composta por lixo eletrônico. Benito Muros, Presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada, argumenta contra essa “Hoje, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são para ver como reduzir a durabilidade dos aparelhos, mais do que para melhorá-los ao consumidor”,  e vem denunciando a técnica utilizada pelas empresas, além de criticar o consumismo, que por muitas vezes se torna comum, se torna comum ter um produto e adquirir novos produtos sem qualquer necessidade de consumo.

Para ter controle sobre esse mecanismo deve-se entender como ele funciona, sabendo que ele age propositalmente para compulsar o consumidor a consumir mais. Uma das soluções seria controlar o consumismo, pois anúncios  publicitários podem ser tentadores e levarem o consumidor a acreditar que será mais feliz ou melhorará a sua aparência social se adquirir um produto mais novo do que já possui. Outra solução seria a durabilidade do produto,  deve-se prezar pelos cuidados ao produto, preservando o produto e mantendo sua utilidade e quando o consumidor decidir pela sua substituição, ainda será possível vender ou doar o produto a quem possa aproveitá-lo por mais algum tempo.