Perigos da obsolescência programada
Enviada em 28/07/2020
Muito se discute sobre “Perigos da obsolescência programada” , nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e lucro maior ainda a partir Revoluções Industriais. Hoje, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia mais as funcionalidades de seus produtos, além de programarem sua obsolescência, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir rapidamente novos produtos. Esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários, porém agride a saúde da população e a do meio ambiente que não tolera tamanho nível de agressão.
Ao fazer uma análise pode-se dizer que os lixões tecnológicos existentes pelo mundo,contaminam o solo, a água e o ar com a liberação de gases nocivos como o CO2 e os famosos CFCs. Esses acontecimentos discorrem devido ao interesse dos grandes capitalistas na manutenção do próprio lucro, pois quando o produto possui uma “data de validade”, o consumidor adquire um novo e descarta o antigo. Entretanto, desde a retirada da matéria prima da natureza, o processo gera danos ao meio ambiente, na maioria irreversíveis a curto prazo, e que podem acarretar no fim da estabilidade mínima necessária para a vida na Terra.
Segundamente a obsolescência programada gera na população o costume de generalizar o tratamento efêmero dado aos produtos também às relações cotidianas. Esse ponto de vista é explicado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, que em seu livro, “Modernidade Líquida”, alerta para a “coisificação” das relações humanas, pois, se antes a busca era pela manutenção das conexões antigas para torná-las prósperas de duradouras, hoje faz-se o contrário, livra-se daquilo que desagrada nos primeiros obstáculos.
em virtude dos fatos mencionados é mister que medidas são necessárias para reduzir o problema. Para isso, cabe ao Governo Federal em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes no ar e na água, e, para fiscalizar a efetividade dela, formar equipes de engenheiros que produzam aparelhos para medir esses índices, químicos industriais para fazer a avaliação correta e, ainda, para reduzir os gastos, tornar essa participação parte do estágio dessas áreas.