Perigos da obsolescência programada
Enviada em 27/07/2020
Com a Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, a produção se intensificou, e com isso, os produtores passaram a criar estratégias de venda. Sendo uma delas, a obsolescência programada. Criar um produto que não é feito para durar o máximo possível, portanto, é um ato imoral que prioriza o lucro ao invés da satisfação do consumidor e que prejudica a natureza.
Em primeiro momento, pode-se observar que dentre todas as empresas que utilizam essa estratégia de venda, as empresas tecnológicas são as que causam mais danos ao meio ambiente. Uma vez que novos aparelhos eletrônicos são criados mensalmente, com o intuito de levar o consumidor a trocar seus aparelhos por outros melhores. Ao trocar de aparelho, portanto, a maioria da população não os descarta corretamente, provocando a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.
Em segundo momento, de acordo com o filósofo britânico, Adam Smith, o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção. Nota-se que é direito do consumidor, por lei, saber tudo sobre o produto que planeja comprar, inclusive sua durabilidade e o melhor modo de descarte. Essas leis, contudo, não impedem que os fabricantes criem produtos que deixarão de funcionar em pouco tempo. As mesmas, deixam de ser eficientes, uma vez que grande parte da população não tem conhecimento da sua existência, e as empresas podem não informar os direitos do consumidor.
Cabe ao governo, portanto, criar leis que estipulem um tempo mínimo de funcionamento, específico para cada produto comercializado. Caso o produto pare de funcionar antes desse prazo, a empresa será responsabilizada e precisará enviar outro produto ao comprador, além de pagar uma taxa por violar a lei. É necessário, também, que o Ministério do Meio Ambiente, realize campanhas que mostram os danos causados à natureza ao se descartar aparelhos eletrônicos no lixo comum. Evitando, assim, a insatisfação do consumidor e a poluição.