Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/08/2020
“O capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento”. A frase dita por Zygmunt Bauman evidencia como o capitalismo pode influenciar o ser humano para o mal. Resultando na problemática envolvendo o lucro em cima da vida útil dos objetos, esse fator vem de décadas atrás e continua trazendo malefícios para a sociedade até os dias atuais.
Inicialmente é preciso evidenciar os motivos que levam o produto a se tornar retrógrado. Nos anos 20, a forma de se criar produtos era baseada no Fordismo, onde o material era feito para durar anos, entretanto, por conta dessa longa duração do material, não se fazia necessário comprar o produto novamente, gerando um certo prejuízo ao empresariado. Por conta disso, as empresas constataram a necessidade de gerar produtos com a qualidade inferior, resultando na maior busca do material novamente, obtendo-se um maior lucro.
Além disso, os impactos ambientais causados pelo aumento do descarte de materiais eletrônicos é um fator que deve ser debatido. De acordo com o levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) cada ser humano descarta em média sete quilos de resíduos eletrônicos todos os anos. Dessa forma, com o prolongamento dessa atitude aliado a falta de meios para o descarte correto pode causar graves problemas ambientais, uma vez que baterias, por exemplo, contém materiais pesados que contaminam o solo e a água.
Logo, se faz necessárias medidas para atenuar o problema da obsolescência programada. Contudo, a mídia, sendo a principal influenciadora, deve orientar a população sobre como amenizar os danos feitos pelo consumo desenfreado, por meio de debates em programas e jornais, com auxílio de especialistas em economia e meio ambiente. Além disso, as empresas devem criar pontos de coletas de componentes eletrônicos em locais estratégicos, como shopping e supermercado.