Perigos da obsolescência programada

Enviada em 30/07/2020

Na Grande Depressão de 1929, observou-se que havia muitos produtos industrializados em estoque e que não eram comercializados, diminuindo o lucro das empresas, aumentando o desemprego e, consequentemente, reduzindo o consumo. Diante disso, confirmou-se que artigos duráveis desfavoreciam a economia. Nota-se então, que as empresas de tecnologias estão mais gananciosas, fabricando produtos com vida útil cada vez menores, o que acarreta um grande acúmulo de lixo eletrônico nos países, uma vez que as pessoas trocam seus aparelhos rapidamente.

Em primeiro  lugar, Mahatma Gandhi disse “O mundo é grande o suficiente para atender às necessidades de todos, mas sempre demasiado pequeno, para a ganância de alguns”. Em resumo, as empresas, principalmente as tecnológicas, já dispõem da capacidade para criar bens com duração ilimitada e, talvez até certo ponto, quase infinita, entretanto a ambição freia esse avanço tecnológico, já que produtos mais duráveis seriam inviáveis para seu lucro.

Por outro lado, isso também afeta o meio ambiente, visto que quanto maior o consumo, maior a quantidade de lixo gerado. A previsão é que até 2050, o mundo produzirá cerca de 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas. Além disso, países de primeiro mundo enviam seus descartes para os subdesenvolvidos.

Logo, é indubitável que o legislativo crie leis. Uma proibindo esse tipo de estratégia industrial, dando um tempo mínimo de duração para os produtos, seja eles originados no próprio país ou que entre nele por meio de exportações. Outra, que negue a entrada de lixo eletrônico, oriundo de países desenvolvidos, nos subdesenvolvidos. Tudo isso a fim de elevar a vida útil dos aparelhos, bem como estagnar o aumento desse tipo de lixo.