Perigos da obsolescência programada

Enviada em 27/07/2020

A partir do século XV, com o início do capitalismo, estabeleceu-se um pensamento de consumismo na sociedade, e como resultado, as empresas intensificaram a ideia de obsolescência programada, gerando um maior acúmulo de gastos para a população. Na contemporaneidade, a vida útil dos aparelhos, em conjunto com a vontade da população de estar sempre com equipamentos em perfeito estado e de última geração, aumentam a demanda de aplicação e consumação dos bens. E por meio dessa realidade, se estabelece diversos efeitos negativos tanto para os indivíduos, quanto para o meio ambiente.

Em primeiro plano, vale debater que as empresas fornecem os produtos para o mercado consumidor com o intuito de que seja descartado e substituído, para aumentar e circular a economia em melhores e maiores proporções. Mediante a essa ideia, é importante analisar que os aparelhos já são fabricados para serem danificados, e isso, em conjunto com o desejo da população de possuir, constantemente, utensílios modernos e em boas condições, intensificam de forma excessiva os números de produção e venda dos dispositivos. Desse modo, a obsolescência programada é uma forma de fazer o estabelecimento empresarial obter um faturamento extenso de capital, e em contrapartida, os consumidores, um maior gasto de bens.

Somado a isso, vale discutir que o excessivo consumismo por conta do mínimo tempo útil dos objetos, resulta em uma grande quantidade de impasses para a população. Além de gerar lixo eletrônico, o qual libera diversos metais pesados e substâncias tóxicas que contaminam o ecossistema e ocasionam vários problemas de saúde para o seres vivos, esse exagerado gasto de capital em novos produtos, traz impactos para o controle de bens de cada indivíduo, causando dividas e adversidades em se estabelecer economicamente, dificultando a vida em sociedade. Conclui-se dessa forma, que pela intenção das empresas de obterem mais ganhos de capital, o meio ambiente e a população são seriamente prejudicados.

Portanto, é primordial diminuir todos as repercussões causados pela obsolescência programada. Por isso, cabe ao Ministério da Economia em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, promover fiscalizações nas empresas - tanto na parte administrativa, quanto na de produção - de forma que incentive o conjunto de estabelecimentos a aumentar a vida útil dos aparelhos e fundamentem os impactos na economia e no ecossistema. Dessa maneira, a dificuldade proposta pela produção de aparelhos obsoletos será enfrentada de forma ativa, ampliando a vida útil dos aparelhos. Só, então, haverá uma sociedade em que consume menos e preserva mais.