Perigos da obsolescência programada

Enviada em 31/07/2020

O sistema capitalista, nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e lucro maior ainda a partir da Revolução Industrial. Hoje, as indústrias fabricam um produto para consumo de forma que se torne ultrapassado ou não-funcional, em um curto espaço de tempo, para incentivar a compra da nova geração da mercadoria.

É importante ressaltar, que para manter a média das vendas, os empresários programão a obsolescência dos produtos, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir rapidamente novos produtos. A obsolescência programada foi criada, na década de 1920, pelo então presidente da General Motors, Alfred P. Sloan. Ele procurou atrair os consumidores a fazerem constantes substituições, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios de seus veículos.

Cabe mencionar, que a obsolescência programada causa problema como o acúmulo de lixo eletrônico. Além disso, há contaminação de metais pesados (chumbo, alumínio e cobre) no ar, no solo e nas águas. Além da questão ambiental, a obsolescência programada gera na população o costume de generalizar o tratamento efêmero dado aos produtos também as relações cotidianas. esse ponto de vista é explicado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, que em seu livro, ´´Modernidade Líquida´´.

Portanto, cabe ao Governo Federal em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes na atmosfera, e para fiscalizar a efetividade dela, formar equipes de engenheiros que produzem aparelhos para medir esses índices. Ademais, as empresas tem que resgatar todos os aparelhos que não estão funcionando. Além disso, o Ministério da educação juntamente com as escolas podem fazer palestras com profissionais na área da química para ensinar os alunos como os metais pesados poluem os meio ambiente e acaba prejudicando nossa saúde.