Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/08/2020
O filme Wall-e retrata a vida de um robô cujo trabalho na Terra, no ano de 2700, era separar e recolher o lixo do planeta que depois de tantos anos de consumo exacerbado e descarte inconsequente estava inabitável. Analogamente ao retratado na ficção, a obsolescência programada também têm gerado impactos similares ao do filme no cenário brasileiro. Assim, seja pelo consumismo exagerado, seja pelo descarte incorreto de lixo eletrônico, esse problema precisa ser combatido. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: o consumismo e o uso impulsivo de recursos naturais.
Em primeiro lugar, cabe destacar como a obsolescência programada influencia a compra de produtos mais modernos. Hoje em dia, as mercadorias são feitas para serem substituídas devido aos programas novos não serem compatíveis com aparelhos antigos e aqueça o mercado de bens não-duráveis. O mercado publicitário é o principal responsável pelo consumo não consciente, já que o publico é influenciado constantemente a comprar itens que logo serão descartados e trocados por outros.
Por conseguinte, os lixos eletrônicos são descartados incorretamente. Por causa do preço elevado nas peças de reposição e da falta de suporte técnico para modelos antigos, a compra de um produto novo se torna fácil. Ademais, faltam locais para o descarte adequado, assim, os resíduos são jogados em lixos comuns poluindo o meio ambiente.
Portanto, a obsolescência programada não deve ser negligenciada. Cabe ao Ministério da Educação implementar matérias de sustentabilidade e consumo consciente na Base Comum Curricular, visando a formação de cidadãos responsáveis. Além disso, o Governo Federal deve estabelecer leis que garantam um descarte eletrônico adequado, por meio da fiscalização contínua e do suporte tecnológico necessário, a fim de promover a restauração ambiental. Assim, poderemos diminuir os perigos deste problema.