Perigos da obsolescência programada

Enviada em 28/07/2020

No poema “Canção do Exílio” obra do renomeado escritor Gonçalves Dias, o eu lírico, um brasileiro exilado, orgulha-se e exalta, algumas das belezas de sua terra natal. Todavia ao lançar um olhar aguçado sobre a realidade contemporânea, no que se refere aos perigos que a obsolescência programada pode causar haverá, certamente, uma desconstrução dessa concepção romantizada, visto que a eliminação de materiais constantemente no meio ambiente, é causadora de grande parte da poluição.

As industrias de bens de consumo não duráveis, visam passar para os consumidores um produto com a limitação da vida útil, para que os consumidores busquem um produto mais atualizado e se desfaça do anterior. Portanto, há um ciclo que força um consumo constante de produtos, gerando um descarte de materiais intenso no meio ambiente.

Dessa forma, o meio ambiente sofre danos devido a poluição, seja esses danos vistos na flora, ou até mesmo na fauna, nos locais de despejo desses materiais. Portanto, cabe analisar de que forma reparar, e, diminuir a quantidade de materiais despejados no ambiente, uma vez que, a consequência dessa redução de vida útil dos produtos atuais é a poluição acelerada, que pode gerar grandes problemas futuros.

Portanto, cabe ao ministério do meio ambiente promover a fiscalização do despejo desses materiais no local adequado, a fim de que, não ocorra uma degradação do meio ambiente por meio dessa poluição. Cabe também as indústrias de modo geral, produzirem produtos, por meio de matérias primas sustentáveis. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman a modernidade líquida é a maleabilidade das relações sociais, econômicas e de produção,  com que a mudança é extremamente necessária, visando a produção com qualidade e sustentável.