Perigos da obsolescência programada

Enviada em 28/07/2020

Defini-se como obsolescência programada aquilo o que já não se usa, arcaico, antigo,ultrapassado, antiquado ou ainda fora de moda.No contexto dos eletroeletrônicos, portanto, o termo diz respeito àqueles que já não funcionam mais.Esse conceito foi usado como estratégia pelos fabricantes para assegurar que seus produtos sejam danificados mais rápido,ou seja, para que tenham um tempo de vida útil curto afim de induzir o consumidor a comprar um modelo novo. Logo, esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários porém, devido a redução gradativa da durabilidade nas mercadorias acaba por gerar o consumismo demasiado e consequentemente um alto volume de lixo.

Em primeiro lugar, o método apresentado começou a ser adotado a partir da Grande Depressão de 1929.Naquela época, com economia infértil, os objetos eram acumulados no estoque e a produção em larga escala não sucedia.Assim, os produtores constataram que a existência de bens duráveis refletia de forma negativa no rendimento da empresa.A partir disso, a técnica foi colocada em prática ,como por exemplo, no início do século XX, as lâmpadas tinham um prazo utilizável médio de 2.500 horas. Entretanto, após a crise do período e a formação do cartel, foi reduzido abruptamente para 1.000 horas.Isto posto,a substituição desses aparelhos se tornou mais bruta e mais frequente, acarretando aquisições em maiores quantidades.

Segundo Adam Smith,“O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção".Para o economista,cada nova compra sinaliza ao mercado que os consumidores estão dispostos a ter mais produtos. Algo que, por sua vez, estimula a produção.Ademais,a troca constante desses equipamentos faz com que o antigo precise ser descartado o que ocasiona uma grande quantidade de entulho sendo descartado em local inapropriado,e que em sequência,promove impactos diretos ao meio ambiente.

Portanto,medidas são necessárias para reduzir o problema.Para isso,cabe ao Governo Federal,em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes,por meio de reuniões com fiscais capacitados da área,apto a fiscalização frequente, com intuito de promover o descarte correto dos resíduos sólidos.Além disso,é fundamental que as escolas programem e organizem palestras com psicólogos, que possam sugerir marcas que produzam bens mais duráveis,com o objetivo de evitar uma “obsolescência psicológica” e dessa maneira diminuir o consumismo drasticamente, formando consumidores mais críticos e conscientes.