Perigos da obsolescência programada

Enviada em 30/07/2020

A industrialização advinda da Revolução Industrial, possibilitou uma maior produção dos bens de consumo em um menor tempo. Contudo, os bens duráveis hodiernamente já não possuem tamanha durabilidade que deveriam, contribuindo para inadimplência financeira da população, e um aumento da poluição no descarte incorreto do lixo eletrônico. Dessa forma, é necessário analisar as consequências da obsolescência programada e propor medidas para evitar esses danos.

De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) com a Market Analysis, 81% dos brasileiros trocam de celular em menos de 3 anos de uso.  Isso acontece devido ao fato de as empresas programarem um certo período de tempo para que os aparelhos parem de funcionar, fazendo com que muitas vezes os consumidores acumulem dívidas ao consumirem novos produtos. Portanto, esse cenário contribui para o aumento do consumismo desenfreado e das taxas de endividamento, que já estão inclusos 40% do brasileiros, segundo a Serasa Experian.

Ademais, de acordo com o Artigo 33 da Lei N°12.305/2010 (Política Nacional dos Resíduos Sólidos, ou PNRS), o fabricante é obrigado a fazer a logística reversa dos eletroeletrônicos que comercializa. Entretanto, muitos indivíduos não procuram os fabricantes para o descarte correto, e desfazem-se dos objetos em lixo comum, que podem liberar substâncias tóxicas na água, no ar e no solo quando jogados no lixão. Dessa forma, nota-se que, além de poluir o meio ambiente, o descarte incorreto pode trazer consequências diretas para a saúde das pessoas.

Logo, nota-se que a obsolescência programada traz riscos à vida financeira e o bem-estar da população. Portanto, cabe ao poder Legislativo, a criação de leis para o descarte correto dos eletrônicos, com uma fiscalização contínua e multas caso haja o descumprimento da lei, para a diminuição dos casos. Bem como a adesão da educação financeira como base curricular nas escolas pelo Ministério da educação para ter indivíduos conscientes financeiramente. Assim, diminuirá as taxas de dívidas e de poluição.