Perigos da obsolescência programada

Enviada em 29/07/2020

A obsolescência programada é a ação deliberada de criar, produzir e ofertar ao mercado um produto que tem um ciclo de vida útil menor do que poderia ter, no intuito de forçar os consumidores a estarem sempre adquirindo novos produtos.

O sistema capitalista, nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e lucro maior ainda a partir Revoluções Industriais. Hoje, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia mais as funcionalidades de seus produtos, além de programarem sua obsolescência, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir rapidamente novos produtos.

A principal consequência da obsolescência programada é o impacto no bolso dos consumidores e dos governos, que precisam lidar com uma causa que já está se tornando humanitária. Estimativas da ONU acreditam que, até o final de 2017, 50 milhões de toneladas de eletrônicos serão descartadas em todo o mundo, e cerca de 1,4 milhões dessas toneladas vêm do Brasil, que, atualmente, recicla apenas 2% do total produzido. De acordo com o escritor, jornalista e ensaísta político inglês, Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.”

Portanto, Uma mudança no sistema de consumo, principalmente de tecnologia, precisa ser feita. Algumas iniciativas neste sentido já estão sendo realizadas, com a união de governos e população, por meio de organizações como a Feniss, de Benito Muros.