Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/08/2020
O filme Wall-e retrata a vida de um robô cujo trabalho na Terra, no ano de 2700, era separar e recolher o lixo do planeta – que depois de tantos anos de descartes de resíduos estava inabitável. Analogamente ao retratado na ficção, o acúmulo de lixo na obsolescência programada têm gerado impactos similares ao do filme no cenário brasileiro. Assim, seja pela influência midiática, seja pelo consumismo, esse problema permanece e exige reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o incentivo midiático para compras desnecessárias leva o país ao encontro do cenário retratado na ficção. Isso porque, mediante ao alto nível de persuasão da mídia o cidadão se vê obrigado a se adequar aos padrões impostos por ela. Segundo pesquisas, somente as redes sociais influenciam cerca de 77% (setenta e sete) dos brasileiros, acarretando assim muitas vezes compras fúteis. Portanto, a grande influência da mídia, para atos desnecessárias, continua e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas ao consumismo. Segundo pesquisa realizada pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cerca de 60% da população faz um consumo não cociente, não se preocupando com a compra excessiva e nem com o descarte correto, desse modo deixando de lado possíveis ataques à natureza e o aumento da poluição. Logo, é mister providenciar um aumento do combate ao descarte indevido, para assim provocar a conscientização da população.
Portanto, se faz necessário que o governo juntamente com os canais midiáticos, promovam propagandas contra o consumismo e a favor do descarte correto de objetos obsoletos, através de anúncios na televisão e em redes sociais, que são os principais canais de comunicação da sociedade, anunciando de forma adjacente em jornais e revistas, para que assim provoque a conscientização da sociedade. Dessa forma, torna-se-á possível um Brasil mais consciente.