Perigos da obsolescência programada
Enviada em 30/07/2020
Durante a Crise de 1929, considerada como a pior e mais longa recessão econômica do sistema capitalista, inúmeras empresas fecharam as portas fazendo com que a taxa de desemprego aumentasse drasticamente. Visando uma recuperação econômica e incentivando um modelo de mercado baseado na produção em série e no consumo, foi implantado um conceito chamado obsolência programada, cujo o fabricante do elabora um produto já delimitando a vida útil do mesmo, forçando o consumidor a estar sempre adquirindo novos.
Tendo como pano de fundo a Crise de 1929, também chamada de Grande Depressão, medidas necessitaram ser tomadas pelos países afetados, dentre elas podemos citar a redução da vida útil dos produtos, pois desta forma a população consumiria mais, movimentando a economia. Sendo assim, é valido citar a formação do Cartel Phoebus, sediado em Genebra, cujo contou com a participação dos principais fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos e propôs a redução de custos e da expectativa de vida das lâmpadas de 2,5 mil horas para mil horas.
Entretanto, apesar da obsolência programada movimentar a economia, a mesma traz inúmeros malefícios para o bolso do consumidor. Sabendo que a vida útil dos aparelhos ficam menores com a obsolência programada, o consumidor terá que gastar mais dinheiro comprando novos constantemente devido as inúmeras falhas que aparecerão. Todavia, o Código de Defesa ao Consumidor garante ao individuo o direito de saber todas as características do produto, desde a vida útil até a forma de descarte, de forma a garantir plena liberdade de escolha dos consumidores no ato da aquisição.
Outrossim, é de extrema importância destacar o impacto da obsolência programada no meio ambiente, visto que a mesma prega o consumismo, acarretando na degradação do ecossistema devido a falta de consciência quanto ao descarte dos produtos. Vale ressaltar que eletrônicos, alvos da obsolência programada, são constituídos por substancias altamente poluíveis, como o plastico, que demora de 100 a 1000 anos para se decompor, e metais pesados, como o mercúrio, cadmio e chumbo que podem deteriorar o sistema nervoso, causando inúmeros problemas motores, sensitivos e mentais.
Por conseguinte, é visível a necessidade de reforçar as medidas a respeito da defesa do consumidor e do meio ambiente. Cabe ao Governo, juntamente com o Ministério das Comunicações, a criação de campanhas midiáticas tendo como objetivo a conscientização da população acerca dos malefícios causados pela obsolência programada e ressaltando a importância do Código de Defesa ao Consumidor. Desta forma, a população teria mais informações acerca dos perigos desta pratica e estariam ajudando no combate a mesma.