Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/08/2020
Esse fenômeno é comumente associado ao processo de globalização, entretanto, o seu início pode estar vinculado à Grande Depressão de 1929. Durante a profunda crise econômica que marcou esse período, diante de um mercado consumidor impotente, observou-se que havia muitos produtos industrializados em estoque e que não eram comercializados, diminuindo o lucro das empresas, aumentando o desemprego e, consequentemente, reduzindo o consumo e aumentando a crise.
A obsolescência programada consiste no desgaste proposital dos produtos, que sairiam de fábrica com “data de validade”. Para isso foi reinventada toda uma estrutura de consumo baseada na felicidade como sinônimo de compra, esse fenômeno é amplamente explorado pelas mídias sociais e propagandas. Apesar disso estudos apontam um nível de infelicidade crescente na população desde 1950, já que quem não tem poder de compra acaba se sentindo excluído da sociedade.
Pois, segundo princípios econômicos, é preciso atingir o equilíbrio entre demanda e produto. Logo, a obsolescência programada foi utilizada para garantir a eficácia desse objetivo. Contudo, as consequências desse procedimento não são suportadas pelo meio ambiente, assim, como evidências dessa dificuldade temos o desperdício de materiais e a produção desnecessária de lixo.
Fica claro, portanto, que esse estilo de consumo no Brasil é trágico e altera o comportamento da sociedade. Com intuito de diminuir esse problema, as escolas, em parceria com as mídias, devem realizar aulas educativas por meio de seminários e reuniões. Ademais, cabe o Governo adotar medidas através da racionalidade no consumo de bens, capazes de combater a obsolescência programada por parte dos fabricantes com a finalidade de reduzir a degradação do meio ambiente.