Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/08/2020
Por consequência da contínua evolução tecnológica, as corporações encontram diferentes meios de fazer os consumidores comprarem seus produtos. Em vista disso, em 1920 o então presidente da General Motors Alfred P. Sloan criou o método da obsolescência programada, que reduz a vida útil dos produtos fabricados com o objetivo de fazer o consumidor comprar um novo. Essa prática faz com que seja produzido uma quantidade desnecessária de resíduos prejudiciais ao meio ambiente.
Como resultado disso, em 2017 o Brasil descartou cerca 1,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico de acordo com dados da ONU, Organização das Nações Unidas. Grande parte desses equipamentos eletrônicos são despejados de maneira incorreta. Isso favorece a contaminação do solo, da água e do ar, por conta dos metais pesados e substâncias tóxicas, que afetam também plantas, animais e em humanos. Uma grande quantidade desses metais no meio ambiente pode causar problemas como feridas, cânceres, doenças respiratórias e demência.
Diferentemente do lixo orgânico, que libera CO2 e se decompõe rapidamente, o lixo eletrônico tem caráter bioacumulativo. O ciclo dos produtos eletroeletrônicos é de responsabilidade coletiva. Sendo assim, os envolvidos, do fabricante ao consumidor final, são parte deste ciclo. Resta ao consumidor final levar os eletrônicos que deseja descartar, em áreas específicas para isso, como na loja onde comprou. Os vendedores são responsáveis por receber estes equipamentos e entregar aos fabricantes e importadores, que, por fim, são responsáveis por assegurar a destinação final ambientalmente adequada a estes equipamentos.
Com a finalidade de reduzir o despejo irregular de eletroeletrônicos, o Ministério do Meio Ambiente deve realizar, campanhas publicitárias financiadas pelo Governo Federal, conscientizando a população sobre os perigos do descarte inconsequente de resíduos eletrônicos. Somente dessa maneira seremos uma sociedade que respeita os limites do meio ambiente.