Perigos da obsolescência programada

Enviada em 31/07/2020

Desde a Revolução Industrial a fábricas já buscavam medidas que visavam aumentar sua produtividade, para isso,  muitos aderiram a obsolescência programada. Tal fenômeno minimiza a vida útil dos produtos fabricados e consequentemente aumenta o consumismo das pessoas. Apesar de ser benéfico para a economia, esse processo possui malefícios, uma vez que mais consumo gera mais lixo, que necessita ser descartado, agredindo, assim, o meio ambiente.

Sobretudo, durante a crise de 1920, em meio a um cenário de desemprego e baixo consumo, observou-se que produtos duráveis desfavoreciam a economia , pois reduziam a frequência de vendas. Diante disso, grandes empresas passaram a comercializar itens com condições que obrigassem uma nova compra num curto período de tempo, o exemplo mais citado dessa técnica, foi a produção de lâmpadas naquela época, no qual estas apresentavam durabilidade reduzida.

Entretanto, tal prática tem consequências devastadoras. A mentalidade de descarte significa mais lixo eletrônico se acumulando, e ao final, os aparelhos absoletos são muitas vezes exportados de países desenvolvidos para países subdesenvolvidos, onde se depositam em aterros e costumam ser queimados, ocasionando a produção de grandes quantidades de fumaça tóxica.

Portanto, diante os fatos mencionados, vê-se a necessidade de tomar medidas para resolver o impasse. Ao começar pelo Poder Legislativo, o qual deve criar leis que possibilite a fiscalização das empresas no Brasil. Para mais, é de suma importância que haja a participação do Ministério do Meio Ambiente, atuando em projetos de recolhimento de lixo através da coleta seletiva, dando o descarte correto para o lixo eletrônico. Assim se tornará possível combater a problemática obsolescência programada.