Perigos da obsolescência programada

Enviada em 30/07/2020

Analisando o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman de que, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “Modernidade Líquida? vivenciada durante o século XX. essa realidade imediata perpetua-se com a obsolescência programada, ato de tornar um produto obsoleto em tempo curto de forma proposital, anexada ao mercado, em detrimento da consonância governamental inobservante à Declaração Universal dos Direitos Humanos ao visar somente o lucro.

Inicialmente, os aspectos governamentais estão entre as principais causas da obsolescência programada. De acordo com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, explana o dever social de construir uma sociedade livre, justa e solidária garantindo o desenvolvimento coletivo. Todavia, seguindo os últimos dados relacionados à obsolescência, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que se nota a mínima expressividade de reguladores, ainda em vigor, no que tange à proteção do cidadão e à legitimidade do consumo consciente.

Entretanto, evidencia-se o desprezo da comunidade como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. Ainda assim, de maneira análoga ao pensamento do filosofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante, uma vez que o processo de crise econômica da década de vinte derivou legados que perduram até hoje, como o incentivo ao consumo exacerbado para adquirir status que acaba por normalizar esse abuso ao consumidor

Dessa forma, nota-se que o cenário do comércio é problemático. Sendo assim, é preciso que a ONU promova a cooperação internacional ao estabelecer metas para que empresas alcancem ao diminuir a obsolescência programada em que ofereçam recompensas seja financeira ou com prêmios internacionais a quem atingi-las para que as relações de mercado sejam mais sustentáveis e menos abusadoras.